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São Cristóvão do Sul: o encruzo e sua história!

Publicado em 12/09/2013 às 11:38 - Atualizado em 10/10/2014 às 16:34

Letreiro identifica a cidade e encanta visitantes
Créditos: Claudia Sena Baixar Imagem

São Cristóvão do Sul: o encruzo e sua história!

Antes da construção da BR 116, nos idos de 1750, a localidade de São Cristóvão do Sul era denominada ‘Encruzo’, devido o local ser a ligação entre Leste Oeste Norte Sul, exatamente numa ‘encruzilhada’, em meio à mata nativa, rica em pinheiros, ervas medicinais, caminhos difíceis e terras por desbravar. Nativos, imigrantes e migrantes, índios e aventureiros transitavam pelo encruzo, em busca aventura, novos rumos, novos empreendimentos, transformando o Encruzo num dos pontos  mais  históricos  do Estado de Santa Catarina. Foi assim, que a hoje São Cristóvão do Sul se tornou parte da história catarinense. Encruzo, a denominação original foi dada pelos tropeiros e viajantes, que faziam do centro do Estado um “encruzo” para ponto de descanso, no percurso entre São Paulo e Rio Grande do Sul, se utilizando da “Estrada da Mata” (BR 116) com suas trilhas fortemente traçadas, fomentadora do comércio de animais, levados para o centro do país e litoral do Estado. A grande importância estratégica que hoje se confirma pela instalação de empresas e grandes empreendimentos e até mesmo pelo grande  encruzo representado pela confluência da  BR 116 e BR 470 que se  formou ao  longo de mais de 200 anos de  história,  que  se  fez insistente, contestadora, persistente. No início do século passado entre idas e vindas, se posta à história dos imigrantes e da colonização, das serrarias, dos grandes interesses multilaterais e assim se viu o encruzo, no palco central dos fatos históricos da região, como a Guerra do Contestado. Mais tarde, em meio aos avanços e o inicio da industrialização e da tecnologia fazendo presença, os primeiros caminhões que circulavam pelo Sul do Brasil, passavam pelo encruzo. Do mesmo modo, ônibus de passageiros e os primeiros veículos que se aventuravam pelas estradas barrentas do Estado, no encruzo tinham seu ponto de referência, abrigo, abastecimento e retomada de energia de passageiros e condutores.  Quantas histórias! Quantas aventuras! Quanta memória que se fez! Em meio a frio, chuva, selva hostil e muita determinação, o ENCRUZO foi se demarcando como lugar simbólico, de passagem, encontro e desenvolvimento, registrando em sua história, dores, sucessos, riqueza, destruição da natureza e formação da história do Estado e de muitas famílias. Encruzo de vidas, de fatos, de processos. Formação de um lugar, de um povo, prenúncio de desenvolvimento! 

O nome São Cristóvão do Sul:

Em 1948, o amigo do então governador Celso Ramos, Florisbal Bragança de Moraes, mais conhecido como “Bá Moraes”, chega ao Encruzo, adquirindo várias propriedades. Já como renomado chefe político, Bá Moraes impulsionou a fé espiritual do povo da época, trazendo para o local os padres Domiciano Rampinelli e Narciso Pollmeir, que começaram o trabalho de evangelização das pessoas do local. Eis a presença definitiva da igreja católica  na região. E, com a fé aguçada, o povo torna-se devoto de São Cristóvão, por ser esse o santo protetor dos motoristas e viajantes, protetor das pessoas que  passam pelas  terras  do encruzo, mais tarde e agora,  a linda São Cristóvão do Sul, cidade do coração, localizada exatamente no coração do Estado. 

O Distrito de São Cristóvão do Sul:

No ano de 1964, a localidade, já denominada São Cristóvão do Sul, passa a ser Distrito do município mãe, Curitibanos. É nesse tempo que chegam ao local os primeiros moradores, atraídos pela pecuária: Aparício Ouro Preto de Moraes, Maximino Antonio de Moraes e Juventino Leffer, que se tornam proprietários de grandes fazendas. Assim, se faz uma  das  características  que  marca  a história  até  hoje, para o bem  e  para  o mau: a característica  das  grandes fazendas, da  cultura de extensão, da  concentração de terras, mais tarde,  do lugar dos  reflorestamentos de grandes áreas. No final dos anos 60, através de tímidos gestos de progresso, o interesse pela exploração da madeira surge através da instalação de serrarias no Distrito que contribuíram para o desenvolvimento do lugar. Assim, caem árvores, se abrem clareiras, pinheiros gigantes vão ao chão. A madeira de SCS alcança o país, vai à exportação, alcança a construção de Brasília, a capital do país. Naquele tempo ido, desenvolvimento significava extração nativa. A força e determinação dos desbravadores fez cair a floresta nativa. Ainda no final dos anos 60, mais passos relacionados ao potencial de desenvolvimento e crescimento desperta a atenção de Ulysses Gaboardi, que instala em São Cristóvão do Sul a indústria de fósforos Gaboardi e se torna a principal força política oposicionista à Bá Moraes. Política e economia, confrontos ideológicos, concentração versus desenvolvimento, gente e suas características. Em meio a disputas, se fazem famílias, trabalhadores e sedimentações: São Cristóvão do Sul a passos largos, construindo história. Apesar da rivalidade política entre Bá Moraes e Ulysses Gaboardi, o chão se solidifica. Antes da política a  economia e a solidez.  Ao pecuarista Bá Moraes, deve-se obras beneméritas como a construção da capela posteriormente transformada em paróquia e também da doação de terreno para a construção de um estabelecimento penal agrícola, hoje uma das maiores penitenciárias do Estado: a Penitenciária da Região de Curitibanos, superando o número de 600 apenados, em regime semi-aberto e fechado. Mas, como o tempo passa e tudo se transforma, a dinâmica do Brasil, nos anos 70 muda as coisas, registra-se o declínio do prestígio de Bá Moraes, aumentando a força da família Gaboardi. É o tempo, o processo e a história.  

São Cristóvão do Sul e sua emancipação:

A maioridade que São Cristóvão do Sul vive se dá num tempo de germinação: Em 1991, uma Comissão de Pró-emancipação ensaia o sonho da autonomia administrativa que se torna realidade no dia 30 de março de 1992. Eis o nascimento, do município e de novos desafios: estrutura, qualidade de vida, autonomia, capacidade de caminhar, de fazer o encruzo ser município, com as bênçãos do padroeiro, São Cristóvão. Nessa esperança, muitos nomes e lideranças. Por justiça, a história advinda pelo processo da emancipação não pode mais ser registrada por intermédio de nomes, sob pena de se omitir muitos nomes silenciosos que fizeram parte dessa luta e desses passos de independência. 

Nascimento, progresso e muitas conquistas:

Com o amadurecimento da política e da economia, alcança-se outra perspectiva: todos  fazem parte,  há espaço para  todos e  os  ensaios demonstram que, apesar das  disputas  e das  diferenças,  a diversidade e o respeito amadurecem e  crescem  e fazem com que  hoje, São Cristóvão seja  palco de muitas idéias, de muitas  propostas, de  muitas  famílias, de  muitos homens e mulheres  que todo  dia, cada  um a seu modo, fazem a história acontecer. Por isso, nos relatos da história não cabem mais nomes isolados, apenas, as lembranças do valoroso trabalho de indivíduos. O que se faz importante e necessário destacar são os esforços coletivos, de gente  que se reúne  em partidos, em igrejas, em times de  futebol,  em  clubes,  em associações,  em grupos de jovens, em  posições diferentes, enfim,  em organizações de pessoas  que amadurecem tanto quanto o próprio município. 

Hoje o município é assim:

Formado por grupo de idosos, Igrejas, Instituições e grupos organizados. Associações de moradores, pais, professores, trabalhadores, empresários, comerciantes e agricultores que resistem. Profissionais liberais, funcionários públicos e estudantes. Jovens incertos do caminho e crianças de futuro promissor. Em outro modo, é a gratidão com a memória  histórica e  a determinação com a  capacidade  no tempo presente: união, qualidade de vida, desejo de infra-estrutura,  lazer que  se busca, saneamento que se precisa, desafios que não  faltam, vontade que se tem de enfrentá-los. Enfim, São Cristóvão do Sul é o que o coletivo tem de mais especial: que nada pode demovê-lo. Porque o município tem muitas formas, muitos  ensaios em permanente construção, nesse  tempo de  maioridade, onde  se é  do tamanho dos sonhos  e conquistas.

As memórias sobre a BR 470:

Na década de 50, uma empresa chamada Contec, se instalou no Caraguatá, hoje interior do município, e iniciou os trabalhos de derrubada de árvores, pinheiros e mata nativa, com o propósito de abrir a estrada que hoje se denomina BR 470.Mais tarde, nos anos 60, outra empresa assumiu as atividades. A empresa Triângulo foi a responsável pela terraplanagem de toda a extensão da estrada aberta pelos primeiros trabalhadores, que então trabalhavam sem nenhuma condição tecnológica, carregando à muque as toras derrubadas e as pedras retiradas. Naquele tempo, a empresa recebia pelo número de cortes. No início, a empresa utilizava mão de obra precária, serviço braçal, árduo e moroso, eram os primeiros passos do progresso!Na época era utilizada uma caçambinha (vagonete) e os trabalhadores abriam o caminho tudo à picareta, estouravam pedras e puxavam tudo no muque.Os primeiros tratores que fizeram o desmatamento em busca do progresso eram grandes e desajeitados. A estrada foi aterrada por três tratores e um caminhão (jipão) com mão inglesa, volante do lado direito.  Só nos anos 70, uma empresa de grande porte continuou com os trabalhos deixados pela duas empresas anteriores. Foi quando, definitivamente, os moradores presenciaram a construção do asfaltamento da estrada e o progresso, finalmente começou a despontar, com a instalação das serrarias e do escoamento da madeira. As toras no mato eram puxadas pelos bois e os caminhões da época (Chevrolet, F8 e GMC) eram movidos à gasolina.

Qualquer defeito na madeira era motivo para a recusa dos compradores, pois a matéria prima era farta. Pra se ter uma ideia, 12 dúzias de tábuas demoravam o equivalente a um dia inteiro de trabalho para serem transportadas entre a serraria e estrada geral.

Uma lembrança marcante é o fato de que, todas as famílias se reuniam aos domingos para a celebração da santa missa, ocasião em que usavam seus melhores trajes para posar para fotografias, feitas pelo padre Narciso Pollmeier, única pessoa a ter máquina fotográfica na época.O padre vinha do município mãe, Curitibanos, à cavalo, o único meio de transporte acessível da época.

Antes da construção da BR 116, nos idos de 1750, a localidade de São Cristóvão do Sul era denominada ‘Encruzo’, devido o local ser a ligação entre Leste Oeste Norte Sul, exatamente numa ‘encruzilhada’, em meio à mata nativa, rica em pinheiros, ervas medicinais, caminhos difíceis e terras por desbravar. Nativos, imigrantes e migrantes, índios e aventureiros transitavam pelo encruzo, em busca aventura, novos rumos, novos empreendimentos, transformando o Encruzo num dos pontos  mais  históricos  do Estado de Santa Catarina. Foi assim, que a hoje São Cristóvão do Sul se tornou parte da história catarinense. Encruzo, a denominação original foi dada pelos tropeiros e viajantes, que faziam do centro do Estado um “encruzo” para ponto de descanso, no percurso entre São Paulo e Rio Grande do Sul, se utilizando da “Estrada da Mata” (BR 116) com suas trilhas fortemente traçadas, fomentadora do comércio de animais, levados para o centro do país e litoral do Estado. A grande importância estratégica que hoje se confirma pela instalação de empresas e grandes empreendimentos e até mesmo pelo grande  encruzo representado pela confluência da  BR 116 e BR 470 que se  formou ao  longo de mais de 200 anos de  história,  que  se  fez insistente, contestadora, persistente. No início do século passado entre idas e vindas, se posta à história dos imigrantes e da colonização, das serrarias, dos grandes interesses multilaterais e assim se viu o encruzo, no palco central dos fatos históricos da região, como a Guerra do Contestado. Mais tarde, em meio aos avanços e o inicio da industrialização e da tecnologia fazendo presença, os primeiros caminhões que circulavam pelo Sul do Brasil, passavam pelo encruzo. Do mesmo modo, ônibus de passageiros e os primeiros veículos que se aventuravam pelas estradas barrentas do Estado, no encruzo tinham seu ponto de referência, abrigo, abastecimento e retomada de energia de passageiros e condutores.  Quantas histórias! Quantas aventuras! Quanta memória que se fez! Em meio a frio, chuva, selva hostil e muita determinação, o ENCRUZO foi se demarcando como lugar simbólico, de passagem, encontro e desenvolvimento, registrando em sua história, dores, sucessos, riqueza, destruição da natureza e formação da história do Estado e de muitas famílias. Encruzo de vidas, de fatos, de processos. Formação de um lugar, de um povo, prenúncio de desenvolvimento! 

O nome São Cristóvão do Sul:

Em 1948, o amigo do então governador Celso Ramos, Florisbal Bragança de Moraes, mais conhecido como “Bá Moraes”, chega ao Encruzo, adquirindo várias propriedades. Já como renomado chefe político, Bá Moraes impulsionou a fé espiritual do povo da época, trazendo para o local os padres Domiciano Rampinelli e Narciso Pollmeir, que começaram o trabalho de evangelização das pessoas do local. Eis a presença definitiva da igreja católica  na região. E, com a fé aguçada, o povo torna-se devoto de São Cristóvão, por ser esse o santo protetor dos motoristas e viajantes, protetor das pessoas que  passam pelas  terras  do encruzo, mais tarde e agora,  a linda São Cristóvão do Sul, cidade do coração, localizada exatamente no coração do Estado. 

O Distrito de São Cristóvão do Sul:

No ano de 1964, a localidade, já denominada São Cristóvão do Sul, passa a ser Distrito do município mãe, Curitibanos. É nesse tempo que chegam ao local os primeiros moradores, atraídos pela pecuária: Aparício Ouro Preto de Moraes, Maximino Antonio de Moraes e Juventino Leffer, que se tornam proprietários de grandes fazendas. Assim, se faz uma  das  características  que  marca  a história  até  hoje, para o bem  e  para  o mau: a característica  das  grandes fazendas, da  cultura de extensão, da  concentração de terras, mais tarde,  do lugar dos  reflorestamentos de grandes áreas. No final dos anos 60, através de tímidos gestos de progresso, o interesse pela exploração da madeira surge através da instalação de serrarias no Distrito que contribuíram para o desenvolvimento do lugar. Assim, caem árvores, se abrem clareiras, pinheiros gigantes vão ao chão. A madeira de SCS alcança o país, vai à exportação, alcança a construção de Brasília, a capital do país. Naquele tempo ido, desenvolvimento significava extração nativa. A força e determinação dos desbravadores fez cair a floresta nativa. Ainda no final dos anos 60, mais passos relacionados ao potencial de desenvolvimento e crescimento desperta a atenção de Ulysses Gaboardi, que instala em São Cristóvão do Sul a indústria de fósforos Gaboardi e se torna a principal força política oposicionista à Bá Moraes. Política e economia, confrontos ideológicos, concentração versus desenvolvimento, gente e suas características. Em meio a disputas, se fazem famílias, trabalhadores e sedimentações: São Cristóvão do Sul a passos largos, construindo história. Apesar da rivalidade política entre Bá Moraes e Ulysses Gaboardi, o chão se solidifica. Antes da política a  economia e a solidez.  Ao pecuarista Bá Moraes, deve-se obras beneméritas como a construção da capela posteriormente transformada em paróquia e também da doação de terreno para a construção de um estabelecimento penal agrícola, hoje uma das maiores penitenciárias do Estado: a Penitenciária da Região de Curitibanos, superando o número de 600 apenados, em regime semi-aberto e fechado. Mas, como o tempo passa e tudo se transforma, a dinâmica do Brasil, nos anos 70 muda as coisas, registra-se o declínio do prestígio de Bá Moraes, aumentando a força da família Gaboardi. É o tempo, o processo e a história.  

São Cristóvão do Sul e sua emancipação:

A maioridade que São Cristóvão do Sul vive se dá num tempo de germinação: Em 1991, uma Comissão de Pró-emancipação ensaia o sonho da autonomia administrativa que se torna realidade no dia 30 de março de 1992. Eis o nascimento, do município e de novos desafios: estrutura, qualidade de vida, autonomia, capacidade de caminhar, de fazer o encruzo ser município, com as bênçãos do padroeiro, São Cristóvão. Nessa esperança, muitos nomes e lideranças. Por justiça, a história advinda pelo processo da emancipação não pode mais ser registrada por intermédio de nomes, sob pena de se omitir muitos nomes silenciosos que fizeram parte dessa luta e desses passos de independência. 

Nascimento, progresso e muitas conquistas:

Com o amadurecimento da política e da economia, alcança-se outra perspectiva: todos  fazem parte,  há espaço para  todos e  os  ensaios demonstram que, apesar das  disputas  e das  diferenças,  a diversidade e o respeito amadurecem e  crescem  e fazem com que  hoje, São Cristóvão seja  palco de muitas idéias, de muitas  propostas, de  muitas  famílias, de  muitos homens e mulheres  que todo  dia, cada  um a seu modo, fazem a história acontecer. Por isso, nos relatos da história não cabem mais nomes isolados, apenas, as lembranças do valoroso trabalho de indivíduos. O que se faz importante e necessário destacar são os esforços coletivos, de gente  que se reúne  em partidos, em igrejas, em times de  futebol,  em  clubes,  em associações,  em grupos de jovens, em  posições diferentes, enfim,  em organizações de pessoas  que amadurecem tanto quanto o próprio município. 

Hoje o município é assim:

Formado por grupo de idosos, Igrejas, Instituições e grupos organizados. Associações de moradores, pais, professores, trabalhadores, empresários, comerciantes e agricultores que resistem. Profissionais liberais, funcionários públicos e estudantes. Jovens incertos do caminho e crianças de futuro promissor. Em outro modo, é a gratidão com a memória  histórica e  a determinação com a  capacidade  no tempo presente: união, qualidade de vida, desejo de infra-estrutura,  lazer que  se busca, saneamento que se precisa, desafios que não  faltam, vontade que se tem de enfrentá-los. Enfim, São Cristóvão do Sul é o que o coletivo tem de mais especial: que nada pode demovê-lo. Porque o município tem muitas formas, muitos  ensaios em permanente construção, nesse  tempo de  maioridade, onde  se é  do tamanho dos sonhos  e conquistas.

As memórias sobre a BR 470:

Na década de 50, uma empresa chamada Contec, se instalou no Caraguatá, hoje interior do município, e iniciou os trabalhos de derrubada de árvores, pinheiros e mata nativa, com o propósito de abrir a estrada que hoje se denomina BR 470.Mais tarde, nos anos 60, outra empresa assumiu as atividades. A empresa Triângulo foi a responsável pela terraplanagem de toda a extensão da estrada aberta pelos primeiros trabalhadores, que então trabalhavam sem nenhuma condição tecnológica, carregando à muque as toras derrubadas e as pedras retiradas. Naquele tempo, a empresa recebia pelo número de cortes. No início, a empresa utilizava mão de obra precária, serviço braçal, árduo e moroso, eram os primeiros passos do progresso!Na época era utilizada uma caçambinha (vagonete) e os trabalhadores abriam o caminho tudo à picareta, estouravam pedras e puxavam tudo no muque.Os primeiros tratores que fizeram o desmatamento em busca do progresso eram grandes e desajeitados. A estrada foi aterrada por três tratores e um caminhão (jipão) com mão inglesa, volante do lado direito.  Só nos anos 70, uma empresa de grande porte continuou com os trabalhos deixados pela duas empresas anteriores. Foi quando, definitivamente, os moradores presenciaram a construção do asfaltamento da estrada e o progresso, finalmente começou a despontar, com a instalação das serrarias e do escoamento da madeira. As toras no mato eram puxadas pelos bois e os caminhões da época (Chevrolet, F8 e GMC) eram movidos à gasolina.

Qualquer defeito na madeira era motivo para a recusa dos compradores, pois a matéria prima era farta. Pra se ter uma ideia, 12 dúzias de tábuas demoravam o equivalente a um dia inteiro de trabalho para serem transportadas entre a serraria e estrada geral.

Uma lembrança marcante é o fato de que, todas as famílias se reuniam aos domingos para a celebração da santa missa, ocasião em que usavam seus melhores trajes para posar para fotografias, feitas pelo padre Narciso Pollmeier, única pessoa a ter máquina fotográfica na época.O padre vinha do município mãe, Curitibanos, à cavalo, o único meio de transporte acessível da época.